quinta-feira, 3 de julho de 2014

Saudações, terráqueos! hahaha

Criei. Adoro inícios (inclusive, gosto muito de segundas-feiras!), adoro meios e, por quê não fins? Nunca vejo os "fins" como términos de algo, mas sempre o início de outra criação... Quem sabe isso não seja até um consolo...? Bom, o que importa é que criei. Criei este blog que, há tempos, já havia criado vida em mim. Não sou muito de descrições (afinal, geralmente não sou direta com nada!) mas acho cabível que, em minha primeira postagem, eu diga o porquê de tudo isto. Sou cheia de universos. Tenho inúmeros, inúmeros! dentro de mim. E eu gosto de falar, costumo até mesmo falar sozinha (e o ruim disso é que nem sempre eu estou só, muitas vezes é porque quem está me ouvindo - ou estava! - se perdeu e agora deve estar vendo como é "engraçado" o meu nariz se mexer cada vez que eu rio - sim, porque eu costumo falar sorrindo e rindo. vai me entender!)... Mas é que eu acho a fala tão... efêmera! E eu falo tanto, mas tanto! Que, quando eu penso em relembrar de tudo aquilo que falei para depois escrever, puff! Onde eu estava mesmo? E aí meus pensamentos já partiram para loooonge de mim. E de todos. E eu gosto deles. Gosto porque eles revelam um pouco da desconhecida que eu sou - tanto para mim quanto... para mim. Às vezes, parece que os outros me conhecem mais do que eu mesma. Não sei, eu penso tanto em tudo que não paro para me enxergar. E esse é o porquê de tudo isso; será uma forma de eu vomitar. Vomitar tudo aquilo que me obrigam a engolir, tudo aquilo que nem mesmo com leite condensado fica bom (funcionou com maçã! hoje até como ela pura, ora vejam!) Provavelmente esta "apresentação" - que parece mais uma "satisfação" - estará cheia de incoerências... Mas é isso que somos, incoerentes: e vou tentar explicar, através das minhas palavras e olhares e sentidos e lágrimas e gargalhadas. Quando eu tinha 11 anos, resolvi fazer um livro. E era sobre como um ET nos via. Ele era o narrador, e o livro inteiro era um "diário de bordo". Era engraçado porque ele explicava *cada* palavra que citava ao longo de suas descrições sobre a vida dos terráqueos... Mas, tudo o que escrevemos dá muito trabalho... Então, eu meio que abortei a minha criação... Quem sabe eu não me sentia como uma ET aos 11 anos? E quem sabe este blog seja como um "diário de bordo"? Não sei. Só sei que tentarei ser, ao máximo, ser.

Abrejo,
Ix Chel

Hum, gosto dessa imagem. E ela me parece concordar com o texto (ou talvez seja mais uma incoerência...)

2 comentários:

  1. Aquele que quer ser!20 de julho de 2014 às 23:22

    Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
    -Clarice Lispector

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  2. Daí você, ao final, trocou o AÇO pelo BREJO. Acaso o aço, em seu planeta, não prende? Ou é que o brejo não afoga, ali?

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